Sunday, April 22, 2012

A Música: A Língua da Alma


Margaret Bowers

Quando recebi esta tarefa, eu pensei em escrever sobre a minha paixão pelas línguas. Isso é algo comum entre os estudantes de português, que quase sempre sabem falar três línguas ou mais. E de alguma maneira, eu sim vou falar de uma paixão por uma língua, mas esta é uma língua diferente das que se falam por todo mundo. A minha paixão é pela música, algo que pode ser comunicado e entendido por todo mundo. Toda minha vida eu cantei na igreja ou na escola e a música sempre parecia a melhor maneira de se expressar. A música fala a todos. Ninguém pode explicar o porquê, mas quando alguém ouve um acorde menor, ele o associa com a ideia de tristeza ou melancolia; é o oposto com um acorde maior, que evoca felicidade ou triunfo. Este vídeo transpõe algumas canções felizes do Natal desde um tom maior até um tom menor. Ouve como a emoção das canções muda.



Mesmo sem saber nada de teoria da música, todos entendem a linguagem e a emoção da música. É quase como se a mente humana fosse desenhada para a música. Todo mundo sabe como é ter uma canção presa na cabeça. Todo mundo pode completar uma escala musical. Todo mundo tem uma banda ou um cantor favorito. A música forma parte da vida de todos.





Para mim, não basta somente ouvir a música, é preciso fazer a música que me dá prazer e satisfação. Em Vanderbilt, há muitas opções para uma pessoa que quer lidar com música. Eu escolhi me envolver com o Vanderbilt University Concert Choir, o grupo de música mais velho no campus. Cantamos peças corais de muitas épocas, desde o renascimento até agora mesmo. Embora eu não goste de todas as peças que nosso diretor escolhe, umas peças eu posso cantar um milhão de vezes e nunca me canso. Um compositor que escreve peças de música assim é um homem americano e bastante jovem que se chama Eric Whitacre. Ele faz música com tanta densidade e sentimento que é impossível de resistir. Quando eu estava no meu primeiro ano na universidade, nosso coro realizou “Water Night” de Eric Whitacre, e isso até hoje é a minha canção favorita que nós já cantamos.


 



Além de expandir as fronteiras da música coral no contexto dos coros, Senhor Whitacre está transformando a maneira em que músicos por todo o mundo interagem e criam música juntos. Faz poucos anos, ele criou o conceito do “coro virtual,” no que cantores de muitos níveis de habilidade e de muitos países podem juntar-se através da Internet para cantar. Senhor Whitacre publicou as diferentes partes das vozes para algumas de suas canções e pediu que os cantores do mundo gravassem a si mesmos cantando-as. No vídeo seguinte, Whitacre e seus colegas tecnológicos editaram as gravações de 2,000 pessoas cantando para criar uma versão de “Sleep” pelo coro virtual.
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Eu gosto tanto da música coral porque eu acho que é a forma mais participativa de criar música para o músico amador. Porque eu amo tanto a música, mas tenho pouco talento, eu espero em nome de mim mesmo e de todas as pessoas que nunca vão ser famosas por cantar mas que amam a música como eu, que a música coral nunca se torne uma coisa do passado. Eu acho que Eric Whitacre e outros compositores modernos vão assegurar que a música coral, a música acessível a todo mundo, vá continuar se desenvolvendo e sendo uma paixão para muitos para sempre.


Wednesday, April 18, 2012

O blog da Lisa Koenig

Correr para viver/viver para correr: por uma tipologia das corridas

A fuga física: Eu não sei onde estaria sem a habilidade de correr. Para mim, corrida é vida. Antes de vir a Vanderbilt, eu costumava correr todos os dias. Agora somente tenho tempo para correr três ou quatro milhas dia sim, dia não. MAS estas três ou quatro milhas são a âncora que mantêm a minha sanidade mental nesta vida. Há vários benefícios de correr dependendo da situação. Algumas vezes alguém precisa fisicamente fugir de algo.

Este aqui é meu clip favorito de alguém que está sendo perseguido:

A fuga psicológica: Outras vezes, alguém precisa fugir psicologicamente de algo. Posso simpatizar melhor com casos assim. Às vezes, quando estou muito preocupada com minhas notas ou quando não posso tolerar questões familiares, tudo que eu posso fazer é somente colocar meus sapatos e... correr.

Depois de perder a Jenny, o Forrest Gump começa a correr sem parar desta maneira desesperada:

Atrás do prêmio: Não é sempre que a corrida é para fugir de algo. Certamente, há muitas razões para correr a fim de ganhar alguma coisa. O exemplo mais conhecido, claro, é tentar ganhar o primeiro lugar numa corrida. Este sempre era o meu objetivo quando eu corria para a equipe da pista do meu colégio.

E este é o objetivo de cada corredor olímpico:

A corrida como interação social/afetiva: Uma medalha é somente uma das coisas que uma pessoa pode ganhar a partir do ato de correr... Pode também ganhar amor. É verdade! Pessoas sempre dizem que precisa-se de um corredor para amar um corredor, e na minha vida os únicos dois namorados que tive foram corredores.

Você não acredita? Aposto que estas pessoas concordariam comigo:

A corrida como arte: Claro—correr pode ser para todos. Qualquer pessoa pode correr se ele ou ela quiser. MAS eu estaria mentindo se eu dissesse que eu não julgo as pessoas que insistem em correr de forma totalmente esquisita.

Se você já viu alguém que corre assim, já sabe o que quero dizer:

A corrida como regra da vida: Depois de tudo isso, acho que a melhor razão para eu correr é que eu transfiro a disciplina que aprendo correndo para todas as outras partes da minha vida.